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Covid-19: Câmara de Vila Franca fez 466 atendimentos na linha de apoio ao idoso 

Autarquia faz balanço positivo dos serviços telefónicos tendo em conta a gestão emocional da população em tempo de crise
Sílvia Agostinho
31-05-2020 às 18:32


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No âmbito da pandemia, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira criou dois serviços telefónicos junto da população: a linha de encaminhamento e apoio psicológico no âmbito da qual foram abertos 33 processos, e 20 beneficiaram desse aconselhamento; mas também a linha de apoio aos idosos, com 466 atendimentos. Ao Valor Local, o município faz um balanço positivo, dado o impacto provocado pela conjuntura da Covid-19, no sentido da melhoria da gestão emocional da população em tempo de crise.

Nesta fase e apurados os primeiros números, no âmbito da linha de apoio e encaminhamento psicológico, em 15 dos processos foram ativadas outras respostas no âmbito social, sobretudo apoio alimentar, apoio financeiro para compra de medicamentos, acompanhamento médico, mas também apoio informático via telescola, apoio jurídico, entre outros.

No que diz respeito ao número de atendimentos realizados pela linha de apoio aos idosos, inicialmente, quando a linha ficou disponível para a população existiam em média cerca de 10 a 15 contactos por dia. No decorrer deste tempo e com a chegada de mais informação pelos diversos meios de comunicação, as chamadas foram diminuindo, sendo que, “atualmente, atendemos cerca de cinco chamadas diárias, num total de 466 atendimentos até ao dia de hoje”, refere o município ao nosso jornal.

Ainda de acordo com a Câmara, a população que tem contactado a linha de apoio psicológico é vasta no que diz respeito às idades, desde munícipes jovens-adultos, adultos, como também população idosa. No que se refere à linha de apoio à população idosa, as questões que têm motivado o contacto têm sido, maioritariamente, relacionadas com carência económica e alimentação, sendo que a pandemia desencadeou situações de desemprego, assim como situações de pessoas que trabalhavam por conta própria e que ficaram sem rendimentos.

“As problemáticas alvo de intervenção são assim inúmeras e advêm sempre da atual situação pandémica. Receios com o próprio estado de saúde devido a diagnóstico de infeção, suspeita ou receio de infeção, paralelamente, a preocupações com o estado de saúde de outras pessoas do agregado familiar, são as mais comuns”, descreve a autarquia.

Uma das grandes preocupações da população prende-se com a perda do vínculo laboral, ou a perda de rendimentos, mas também a possibilidade de contágio por manutenção da atividade profissional e dificuldades de gestão e adaptação perante a recomendação de distanciamento social (em confronto com a importância que o contacto social assume para o bem-estar). Há quem também evidencie stress perante situações de funcionalidade diária, por exemplo, “como uma ida ao supermercado se torna numa experiência desafiante ao nível sanitário ou a necessidade de andar de transportes públicos”.

Durante o confinamento verificaram-se situações de stress e dificuldade de gestão do quotidiano no mesmo agregado. Em alguns casos, o confinamento esteve também na origem de respostas como o abuso de substâncias. No caso da população mais idosa, o facto da pandemia ser encarada como uma ameaça aliada ao distanciamento social e consequentemente ao maior isolamento, tornou-se reativa de experiências traumáticas anteriormente vividas, aumentando o receio de potenciais perdas atuais.

Em pessoas com antecedentes clínicos (ansiedade, depressão e outras perturbações mentais) a pandemia impulsionou o agravamento de determinados sintomas, tendo sido necessário em algumas destas situações, proceder ao encaminhamento para respostas no âmbito da saúde.
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Ao Valor Local, a vereadora Helena de Jesus, do departamento de Habitação e Coesão Social, relata, ainda, que entre os casos se destacaram os relacionados com situações de solidão, de pessoas que não tinham forma de ir às compras, mas também burlas junto de idosos, em que os criminosos se apresentavam como pessoas ligadas à área da saúde ou como forças de segurança- “O que dissemos nesses casos foi para nunca abrirem a porta”. Houve também um caso de violência doméstica reportado através das linhas, encaminhado à posteriori pelo município com a disponibilização de uma habitação para a vítima- “Contudo poderão ter existido muitos mais, diretamente reportados às forças de segurança e que não passaram por nós”.
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“Todos estes aspetos evidenciam a importância da criação destas duas linhas de apoio, por parte da Câmara Municipal, que se constituem como um contributo de grande importância para o apoio, acompanhamento e/ou encaminhamento destas pessoas, no sentido de minimizar os efeitos da situação pandémica”, conclui o município.
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