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Sindicato pede para que todos os trabalhadores da Sonae sejam testadosAté ao momento são 11 casos de infeção por Covid-19, mas CESP teme que o número aumente. Mais medidas de proteção, testes, e máscaras são algumas das exigências
Sílvia Agostinho
15-05-2020 às 11:53 |
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Foram detetados na Sonae em Azambuja 11 os casos de infeção de coronavírus desde o início da semana. Ainda não há dados para esta sexta-feira. As preocupações são constantes para o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
Ricardo Mendes do CESP refere que os materiais de proteção no complexo logístico ligado à cadeia de hipermercados Continente são ainda insuficientes. "A Sonae não está a dar máscaras para os trajetos nos transportes públicos. Cada pacote custa 30 euros, sendo que tenho de usar mais do que uma máscara por dia, repare os custos que cada trabalhador vai ter", diz, exemplificando - "Quem ganha o ordenado mínimo como é que vai suportar esta despesa com mulher e filhos em casa e todo o tipo de despesas associadas". A Sonae, segundo o sindicalista, não está a fazer testes a todos os trabalhadores mas "na Jerónimo Martins já deram indicação que vão ser testados todos os funcionários". A informação mais atual refere que, apenas, estão a ser testados os funcionários que trabalham em proximidade com aqueles que ficaram doentes. Sobre o papel das diferentes entidades que estão no terreno, nomeadamente, a Saúde Pública, e a Proteção Civil do concelho, o sindicalista refere que estiveram "no dia de quinta-feira dentro do armazém mas não sabemos o que andaram a fazer". Ricardo Mendes adianta que os trabalhadores "frequentam os mesmos espaços comuns no interior dos armazéns, embora possam estar adstritos a secções diferentes". Devem ser criadas "soluções que impossibilitem estes trabalhadores de se cruzarem". PUB
Para esta estrutura, as medidas anunciadas pelo Governo para as deslocações ferroviárias para o Espadanal, com mais sinalética e fiscalização, pecam por insuficientes. O Governo e a CP chegaram à conclusão que os trabalhadores viajam demasiado concentrados em algumas carruagens quando há espaço vazio noutras carruagens, mas o CESP remete para as imagens que o Valor Local divulgou, "onde é visivel que há muita gente a sair de todas as carruagens porque o comboio vai cheio de uma ponta a outra". Contudo "se há trabalhadores que podiam estar mais dispersos então assumo que possa existir mais sensibilização das autoridades, mas não acredito que o problema passe por aí".
O Valor Local enviou um conjunto de questões ao departamento de comunicação da Sonae. Contamos atualizar esta notícia entretanto. |
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TRABALHO NOS ARMAZENS DA SONAE NA AZAMBUJA. COMO NINGUEM FAZ NADA EM QUESTÃO AOS COMBOIOS PARA AZAMBUJA DEVIAMOS MARCAR UMA AÇÃO DE LUTA PARA PARAR OS COMBOIOS NO ESPADANAL ATE DAREM UMA RESPOSTA POSITIVA
Paulo Augusto
Odivelas
15-05-2020 09:47
Paulo Augusto
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15-05-2020 09:47
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